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dia

terça-feira, 11 de novembro de 2008

desencontro

Compus uma rosa sem nome
fffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffontem.
Dei-lhe forma, como se oferece compaixão
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkao cêrco frágil de um sorriso
kkkkkkkkkkkkkkkkke enlaçada a um entalhekkkkkkkkkkkk em lugar
nenhum, eu quis tê-la, como se tem
llllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllluma mulher
Mas o dia luziu só
lllllllllllllllllllllllllllllllle breve, num segundo. lllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllà sombra das revoluções
llllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllComo um ácrux que definha
ontem eu lllllllllllllllllllllllllllllllllllde um suspiro que tive
llllllllllllllllllperdi o contato llllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllou quis ter

talvez fosse
llllllllllllllllllllllllllllllllllllll
lllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllum batismo vazio
wwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwww,e em cânticos breves, sua face
aberta, à tarde de ontem me
wwwwwwwwwwwwwwwwwtenha aturdido, e por obra das suas mãos
wwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwweu esteja ainda desencontrado,
wwwwwsem saltar de volta.

wwwwwwwwwww(o que) depende de mim e
Se perdi meus olhos, ou não,
wwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwnão faz diferença.
pra uma rosa qualquer chorar com os dedos costurados nos cabelos; em qualquer lugar


w(mas) eu não lhe tenho
wwwwwwwwwwwwwwdecepcionado ultimamente.

ontem eu descortinei a manhã wwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwem sonhos uma rosa
wwwwwwwwwwwwwwwwwwwcom um gesto pra ninguém, e guardei
(mas) nada se guarda realmente.
como não se experimenta o enlevo do charme,
wwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwe a harmonia das partículas.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

sobre os dois

Eu alvoresci na sua palavra,
E pelo gesto eu experimentei os seus sonhos.

Mas nunca estive livre por ti,
E quis estar, e não só hoje,

Eu germinei por sua lavra,
E desconheci o significado das linhas que

Você me traçou num halo, me trançou comigo ou por mim.

Talvez você me passe mas
Eu estou futuro - e sempre

Eu queria pendurar todos os seus vestidos em cabides
E te despir de todas certezas.

sábado, 8 de novembro de 2008

Urdir da ganga alva, a dor
Fagia! Ergo morrerei o hoje e o hoje e
Hoje, relapso mudo mudo o mundo em flor!

Pernioblongo cantou-me três rios
E quando a gangrena regar o cancro, for
E deixarmos a vela aberta ao vento,
ossar o rapto frágil - dos instantes serenos - dos gestos
Aí sim, socorre-nos o poeta, diria-me que e
que e que uma rosa é uma rosa rosa e tudo que mais uma rosa
possa rosa-ser!

Para ode infernal: plural esparso
Da resma e da alma e do efeito óptico -
Ótimo, gertrude é o líquido amniótico,
Vou ponderar mais um momento, mais um silêncio em silêncio,
Vou volver à volta, vitória, Rei hei de van
glória vã glóriar o universo!

A verdade sobre os dois

estou confusoChoveu sob mimmaas secoulímpida a minha almamudei

o q estou fazendo?

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Mapeio em função de um azimute
Que me ronda a casa, quando chove,
Ou meu rosto desmancha e demove
A vontade de cuspir um zut.

Construo, por princípio, na escala
A desmesura a que um desgarrado,
Tolerante, calculando o enfado
Das quartas proporcionais, acata.

Me apetecem lunar ou político
Em razão pura: simplicidade
Inexprimível em língua humana;

Como o conforto que inspira o tríptico
E o soneto de formalidade,
A minha década me explana.
Terra: fisiologia do céu profundo
Qual imagem sobreposta ao ponto cego
Imprópria, sem gotejar em desapego
Sobre a côncava dum olho vagabundo

Câmara infernal de abismos e helicônias
Que vês! Chafurdantes jorros lamaçais
Vestidos de chuva, ou de sépia nos sais
Deflagrados, já na luz de parcimônias

Me anima essa alvura prisca dos cinismos
Rompantes falsos da unidade: o elemento
Refolho torto da sede universal

Reserveria uma estrofe a cada cismo
Sem conceder à mão beijada o excremento
Que é musicar o fogo, em vento banal.
O suspiro é uma ausência transitiva.