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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Desodorante

Trava-me o ponto molambo na língua
Calejo praticável das catástrofes
Em rima se funde o viés de anástrofe
Junto ao porte intelectual da míngua.

Na ausência impreterível de formato
faltando-me o gênio claro (posposto)
Conjuro o gesto, à carater de rosto
Imperativo do ébrio, ou inexato.

Já dizia a vovó subindo motes
(Enquanto o priminho mascava goma)
Sobre a parcimônia alva dos meus dotes

Indo Aforismo à guisa de axioma
"Filho, em toda a tribo dos hotentotes
Tu hás de reconhecer-te pelo aroma!"
Decaem silvos d'ouro sobre a rósea
Costa, ao largo vibrante dos meus braços;
Sejam parelhos secreções e abraços -
Vertigem! - Consumidos qual Ambrósia.

E no espasmo febril dos amplexos
Unem-se os corpos tangentes em mágoa;
Flor que és, defloro-te sob a anágua,
Quisera ver teus ancestrais perplexos!

Já do prenúncio felado: o final
Fulgurante! Bem sabes que já és minha,
Figura Loquaz, me tocas punheta...

Sodomizo-te, encanto celestial!
Tolos os homens que louvam a rainha,
Não há reino que supere a tua buceta!

sábado, 13 de dezembro de 2008

Sobre falar de si, pra falar de ti

desordem
aaaaaaaaaa e a dúvida é uma entrelinha do pensamento
Pra seguirgggggggggg esquematicamente o nexo da rima
E a vontade de dizer-se em rodeios,

Você
aaaaaaq que é por mim
a imagem vária das canções
e me disse cccccccccc em juízos planos
A personalidade dos abraços em dois

Eu
wwwe quis derramar-me em segundos, como
Não
wwwww estou bem vestido dessa vez, nem
soube dizer
aaaaa as palavras certas, mesmo que

Tentar seja a indução categórica de que se erra
ou as palavras erradas não importem pros olhos se os olhos
estão juntos;

porque eu Tenho
wwwwwwo defeito de ser suficientemente falso
só pra não causar constrangimentos,

E se tentei te confundir só porque estou confuso
wwwwwwwwwwwwwwwe acuso
a minha confusão em todos os dedos

Quão original se pode ser descrente
Mas aberto, ffffffffffffffffffffe descrever o seu contorno
Pela única e exclusiva razão de dizer que ele é bonito
ou que os meus sonhos são projeções desleais da sua voz

Diga-me o seu nome - porque
eu tenho a impressão de tê-lo ouvido antes,
wwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwrepetidamente
Como a sua presença insinuante em mim,
e a ilusão tátil das suas mãos entre os meus cabelos

Diga-me o seu nome

só pra eu poder gritar.
Não sei se tenho versos dentro de mim;
Se os meus dedos projetam motivos,
Ou se a minha pele suspende as sílabas.

Se pela consonância das frequências,
Nas inferências estranhas de se dizer
Sujeito e predicado, Verte-se a ordem.

Não consigo ser direto.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Eu confesso que...

Á Juno dedico a minha falha
E espero o retrato negligente
Cujo foco, à margem do aparente,
Rareia, e como a inocência, calha.

Não me julgo vão, ou incoerente;
E se aguardo só o tempo me espalha
A calva aberta, e o cheiro de malha,
Vaidosa e cotidianamente.

Garanto a plangência do detalhe
E a pujança triste da lamúria,
Se no planeta não me houver páreos...

Quando desse dia, meu grand finale
Será convertê-la, e em prosa espúrea
Gabar-me dos prêmios literários!

domingo, 7 de dezembro de 2008

O que me interessa

O harpejo das transiências e hhhhjo laço das suturas
A Harmonia das fragrâncias e a hhcadência impressiva dos lábios
O espaço vazio - sedado e avesso, a delicadeza em prontidão do tato;

A atmosfera amarga e hhhhho peso das expansões sustidas
A volatilidade dos sólidos e wo ritmo transcendente dos segundos
Os gemidos candentes em frases
eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee e a sensualidade das farsas sutis
O palato rígido dos rostos - a flexibilidade dos fluidos tensos - e a
Tangência de véus ocultos.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Para

A ânsia de se estar vazio é como a pronúncia de um bocejo
Mas não há regras pra se passar o tempo -

Pra mim, há um certo desânimo em agir -
porque a origem do ato é
o esquecimento de que se espera;

Não sei o que espero, mas creio que
Se não esperasse, eu agiria.

Existe uma certa qualidade no ócio
E a lucidez do sono é como a ausência de certezas:
Lúcida.

A fragmentação do poema é como a tarde que cai
Mas a tarde não cai - ela gira,
e nem tão devagar assim, se você tiver bons olhos

A dedicatória é um risco que se toma,

Mas eu acho que não sei falar,
Porque se soubesse não escreveria;

E afinal de contas se causa uma impressão
Com a discrição de uma vogal acentuada,

Mas eu não quero causar impressões

A verdade é que não sei o que quero,
E sinto um certo prazer em cair em contradição

Mas não se cai em contradições; gira-se em contradições
e nem tão devagar assim, se você tiver bons olhos;

Estou sozinho, mas todos estamos -
então é como se estivéssemos juntos.

A fragmentação da mente é como a liberdade
Mas não se é livre sem escolha;
E a responsabilidade da escolha também não é livre.

Estou sozinho em fragmentos -
Mas você está também - estou me repetindo;
Mas pelo menos a repetição supõe um ritmo

Quer dançar?