Todo

Todo
dia

terça-feira, 24 de maio de 2011

paquera #1

acapulta pra cartomanteiga na cruzalhada do assonho,
sombrada deamantes no cosivento coveira

ô cabaceira dos temencos bruncos
sapoteando na ladura entramexada de maribundas,
hajo o que Ajax de cimo cumealvo acropolado plurifeitio
feito assenha dos sagredos espealhidos de olheires e oralhes

masicas talcoando a núvea infinalita palos fenosos funarais!

Chaeram homens as moiças missivamente chavecendo atéatarde
maish que a nucanunca maish! mãs............

sunaliza a entranhada de sarrisos bebaboba
sumareza dopra quêqui HÁ agera tãoto

tãobem quioque caíava dos cabulos aedados nasdentro
rapozes daca mulhor espécie
- cascovéis
vaciadas eme sexofone

epitáfio esclarecido

é claro que vim a dizer da alma
como digo, assim, qualquer outra coisa
evidente, como um corpo repousa
na inércia anciã, sob um véu de calma
estive calmo, e é mesmo de espantar
essa calmaria assim tão profunda
no coração da natureza imunda
que me inundou a boca, a salivar
quando foi imediato o que dizer
era fato, segundo o senso comum,
foi óbvio de não sei qual axioma;
lógico que avancei até morrer
nesse caminho pra lugar nenhum
e amei um pouco,
aaaaaaaaaaaaaaaa à sombra de Sodoma

terça-feira, 29 de março de 2011

Kaballah Beat

-para jack kerouac

Amo os
Bêbados e os sóbrios os
Caídos,
Drogados ou
Extáticos
Feito touros
Gigantes
Hoje à noite, amo os
Idiotas, os invejosos, os
Japoneses e aqueles
Livres no ventre da
Mãe invisível, com os dedos enfiados nos
Narizes franzidos
Ontem mesmo, amei as
Putas
Que
Riam
Sorriam a
Todos, talvez
Um pouco exageradamente, amei os
Viados, e a
Xerox que
Zumbia mais um mantra em segredo.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Schneemanns Traum

tudo se reduz a quantidades
reduzido aqui no sentido duro, denota o que é menor
mas não menor do jeito que se comparam quantidades
menor como se traduz esse sufoco
que as paredes inventaram depois do homem
inventar as paredes, pra sufocar
e eu estou sufocado pra expiar as ambiguidades do meu caráter
ou são as ambiguidades que sufocam?
porque toda diferença pode ser sutil
E a solução pra outra dualidade endémica tipo homem/mulher,
é outra pseudosíntese tipo sexo
se pra expiar meu caráter, eu sou ambíguo
como tudo deve ser aos olhos do diabo

eu sou o menino sonhando ser o boneco de neve
pra derreter com o verão do sonho

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

e um rosto cheio de reprovação

Na fragmentação da forma que é tal qual senão supõe:
Pra encher a chaleira de enredo
e ferver o enredo
leva-se a chaleira ao fogo

[O clímax apita pelas construções!
tens em mãos os olhos de algum
ou de outro, e um olho de cada
provavelmente o seu, e outro da medusa
espremidos demais pra não se fitar
mutuamente no espelho do elevador]

ainda favorável à sua leitura inconsciente do meu corpo
que diz: é tão consistente e precisa a minha mensagem,
que desconfio da sua autoria,
reconheço-me o veículo de uma consciência que
essencialmente me ignora, rejeita e desconhece
na mesma medida em que é refratária ao seu próprio motor oculto

(a confissão agora é minha ferramenta, no desempenho
frívolo de atribuir significado) e confesso:
porque o tédio que sinto em ouvir as suas confissões é a maior das minhas qualidades,
é um vazio fodido esticar essas pernas vaziamente confessas
no lombo de uma hidra de mil cabeças (chama-se beleza)
mas vamos em frente enquanto
os jogos de palavra apriosionam as expressões
na cela mais estreita

o problema é que todas as ambiguidades são trivias pa caralho

(e o sentinela do outro lado da grade acena ironicamente)

e eu estou cheio de ressentimento
castrado numa solidão europeia,
ser odiado parece uma saída
como se vc dissesse

sai dessa

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Supersimetria

Olha os corpos escamando membranas,
Em revoluções suaves das bordas;
A Natureza se desfia em cordas
Pra enlaçar o Espírito de hosanas...

É a forma oculta de toda história;
E u'a mecânica análoga me oprime
Em que te amar é negar o que afirme
O meu amor profundo sem memória:

Busquei as falhas do mundo simétrico
Que em algum lugar o tempo volta atrás
Na lógica imensurável de Vênus,

Mas meu entendimento é todo métrico
E reconhece que te amo demais
E tu me amas cada dia menos...

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O Amor

Tudo parece quieto lá fora.
Quieto demais... e num tal silêncio
de ressecar as gengivas da aurora,
e apequenar-se esse mundo imenso.

Parece tão frio, aliás,
se bem que aqui dentro eu inda gelo;
mesmo puxando da manga o ás
e mastigando um chocolate velho...

Te ofereço e recusas: - Não gosto!
É o favorito de milhões,
mas a ti sequer desperta o dente.

Derrete como a hóstia e o rosto
contrai inteiro de comichões...
Será mesmo que você não sente?