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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Poder

Posso observar o desfecho de uma frase entre lábios se dilatar e comprimir, posso ver sua intenção se esfacelando e recompondo como sedimentos dos seus dias, como se acumulam sobre a mesa das suas escolhas, posso ver se brilha a luz do seu gesto, da sua mente posso traçar a silhueta num esboço mental, posso penetrar sua angústia, num único traço descrever seu movimento pendular, senti-la em sua sensibilidade, onde é maleável, onde é rígida, onde é porosa,


Posso chorar se me permito, no tamanho sentimento que me escapa pelos dedos e pelos olhos, sinto onde me suponho doce, sinto onde suponho e sei da ignorância, posso sentir o ato, violando o espaço e o tempo, 

Posso ouvir cantar

tr ist e

Saudades sinto como vales hormonais, picos inversos; sem toque-contato, sem variação, estáveis sulcos no espaço mental.

São enseadas de praias rochosas, onde as crianças escorregam e quebram seus dedos presos nas fendas.


São saliva dos cachorros, como lágrimas em slow motion

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Mais uma piada

 "Rápido, amor, entregue tudo que você tem a disposição pra entregar, estou incluindo o relógio e seu cabelo que se puxa, quero a sua boca amarga de alcatrão provando a minha saliva exagerada de antecipar olhos nos seus olhos escuros. Baby, eu quero a sua força mordaz de se refazer pra radicalizar o limite onde quer que ele se ponha, por obtuso que seja, por perversamente mascarado. Eu preciso de todos seus sonhos falsários, suas perdições azuis, eu quero me soterrar na avalanche dos seus caprichos. Eu vou submergir meu espírito no banho doce batista das suas lágrimas água benta que você chora de rir. Isso é uma profissão de fé declaração de amor porra deveria ser auto-evidente mas é construído como os postulados de Euclides, é imposto."

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Foi dito muitas vezes entre as duas que a existência de vida na Terra estava justificada, mesmo levando em conta todo sofrimento. Alguma coisa teria sido responsável pela reparação, ainda que um dia fosse uma, um dia fosse outra. Ida, no dia 4 de abril de 2007, estava totalmente convencida que essa coisa era a Capela Sistina.
Ida disse à Volta:
Amor; não tenha medo.
No dia anterior, Ida lera em uma revista de neurociência que A Separação entre a Luz e as Trevas ocultava uma sugestão anatômica; o queixo de Deus, que vemos por baixo, está acrescido de uma deformidade; sobrepondo essa deformidade ao mapa do cerebelo haveria um ajuste perfeito.
Volta estava cansada, o suor de um dia inteiro lhe emplastava os cabelos ondulados, e seus olhos se injetaram enquanto ela quebrou o vidro do espelho com o candelabro de ferro maciço. É possível que ela o fizesse de qualquer maneira, mesmo sem ouvir a palavra Deus, que nos lábios de Ida lhe soava particularmente ofensiva. 
Volta sabia que a coisa não era a Capela Sistina; a coisa era o amor, mas ela guardou para si esse conhecimento, amando Ida, estranhamente.
Ida disse à Volta em 13 de janeiro de 2009:
- Acho que não vale a pena, mesmo. Não existe uma compensação razoável pra dor do mundo.
Volta estava cansada com os cotovelos apoiados sobre a mesa e tragou o cigarro longamente. A essa altura ela havia esquecido da palavra amor, embora não do sentimento, isto é, ela havia refinado o sentimento ao extremo, e ficou calada, enigmaticamente, à maneira dos santos.
Anos mais tarde as duas participaram de uma cerimônia pagã em uma colina perto de Nápoles na Itália; vestindo mantos de seda vermelha todos os iniciados se reuniam em um círculo ao redor da pira e o cálice era passado em sentido anti-horário.
Ida sussurrou à Volta:
A coisa está nesse cálice, mas não é seu líquido.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Gênero #1

(De revê-l@ ao refletir e vê-l@ ao olhar
Nu de conhecê-l@ nua reconhecida
Tanto é vencê-l@ convencer a se conjurar
Quanto é jurar perdê-l@ se voltar da ida)
Lembro em qual novembro acordo de recordar
Consumid@ em dança tua lembrança aqui
Me gravas lá no peito afeito a se conflagrar:
Tudo é flagrar em mim algo que é todo em ti
Desejo que sejas refeit@ perfeição
E me ofereço na refeição dos seus deuses
Me devorem decifrad@ de compaixão
Sobre qualquer Ganges onde for Elêusis
Serei internamente teu eterno, sim
De fúria e ternura, então me queiras a mim. 

quarta-feira, 23 de abril de 2014

prece #1

por sentido
outras vezes tanta
vez dez a potência
razão necessariamente
suficiente

queremos inferir a
consequência implicada
figura colimada
forma polarizado feixe
ressonante seu
modo harmônico
deus

e a vossa glória
anunciada, profetizada, proferida,
negociada e preferida à ira da divindade
no inverno do deserto, sob a tenda de tapetes,
ao preço do sexo da posse da pedra;
para a resolução das vontades
para a renovação dos costumes,
para
o esquecimento


quarta-feira, 9 de abril de 2014


#include
#include
#include

#define NC 10000000
#define dx 0.0001
#define ntime 600
#define nsamples 100000
#define nker 10000
#define ntransient 15000
#define IA 16807
#define IM 2147483647
#define AM (1.0/IM)
#define IQ 127773
#define IR 2836
#define NTAB 32
#define NDIV (1+(IM-1)/NTAB)
#define EPS 1.2e-7
#define RNMX (1.0-EPS)
#define TTT 100

float ran1(long *idum)

{
int j;
long k;
static long iy=0;
static long iv[NTAB];
float temp;
if (*idum <= 0 || !iy) { 
if (-(*idum) < 1) *idum=1
else *idum = -(*idum);
for (j=NTAB+7;j>=0;j--) { 
k=(*idum)/IQ;
*idum=IA*(*idum-k*IQ)-IR*k;
if (*idum < 0) *idum += IM;
if (j < NTAB) iv[j] = *idum;
}
iy=iv[0];
}
k=(*idum)/IQ
*idum=IA*(*idum-k*IQ)-IR*k; if (*idum < 0) *idum += IM
j=iy/NDIV;
iy=iv[j]; 
iv[j] = *idum; 
if ((temp=AM*iy) > RNMX) return RNMX; else return temp;
}

float gasdev(long *idum)
{
float ran1(long *idum);
static int iset=0;
static float gset;
float fac,rsq,v1,v2;
if (*idum < 0) iset=0
if (iset == 0) { 
do {
v1=2.0*ran1(idum)-1.0;v2=2.0*ran1(idum)-1.0; rsq=v1*v1+v2*v2; 
} while (rsq >= 1.0 || rsq == 0.0); 
fac=sqrt(-2.0*log(rsq)/rsq);
gset=v1*fac;
iset=1
return v2*fac;
} else
iset=0
return gset; 
}
}


int main (void) {
int i, kn, km, ke, ki, kij;
float p[NC], ps[NC], xmin, xvmin, xmax, xvmax, jmin, jmax, alfa, sv, gamma, we, ca,cn, cj, xll, tj, dt, dt2, dt3, dts, cam, w, idum;
float cnm, gammam, cjm, cd, ncoarse, ntimenoise, xm, xm2, xm3, xm4, xv, xv2, xv3,xv4, jam, jam2, jam3, jam4, t1, t2, t3, t4, tk;
float xx1, xx10, xxv1, xxv10, v1, v10, v101;
float jitot1[ntime], jdtot1[ntime], energy [ntime], correlacaov1[nsamples][1000], correlacao;
float xv1[nker];
for(i=0;i<NC;i++)
{
p[i]=0;
ps[i]=0;
}
xmin = - NC * dx /2.0;
xvmin = - NC * dx /2.0;

xmax = NC * dx /2.0;
xvmax = NC * dx /2.0;

jmin = - NC * dx /2.0;
jmax = NC * dx /2.0;
  
idum = -798764321;
alfa = 5.0;
      sv = 1.0;

  we = 1.0;
  gamma = 1.0;
  ca = 1.0;
  cn = 0.0;
          cj = 10.0;


      xll = 20.0;
      tj =  25.0;
 
  dt = 0.0001;
  dt2 = dt * dt;
      dt3 = dt2 * dt;
      dts = sqrt(dt);
 
  cam = ca / we;
      cnm = cn / we;
      gammam = gamma / we;
      cjm = cj / we;

      cd = (1.0 + gammam * dt / 2.0);       

      ncoarse = floor(0.005/dt);

      ntimenoise = 10 * floor((1.0 / alfa) / 0.005);

  xm = 0.0;
  xm2 = 0.0;
  xm3 = 0.0;
  xm4 = 0.0;

          xv = 0.0;
          xv2 = 0.0;
          xv3 = 0.0;
          xv4 = 0.0;

          jam  = 0.0;
          jam2 = 0.0;
          jam3 = 0.0;
          jam4 = 0.0;
 
  for(kn=0;kn<nsamples; kn++)
  {
  for(km=0;km<nsamples;km++)
  {
  correlacaov1[kn][km]=0;
  }
  }

  for(i=0;i<ntime;i++)
  {
jitot1[i] = 0.0;
jdtot1[i] = 0.0;
                energy[i] = 0.0;        
}
for(i=0; i<nsamples; i++)
{
v1 = 0.0;
         for (kn = 0; kn
{
           for(km = 0;km
  {
               w = gasdev(&idum);
               v1 = v1 - alfa * v1 * dt + sv * w * dts;
   
            }
         }
}
  xxv1 = 0.000;
      xxv10 = 0.0;

      xx1 =  0.0;
      xxv1 = 0.0;

      for(ke=0; ke<nker; ke++)
         xv1[ke] = 0.0;
for(ki = 0; ki< ntransient;ki++)
{
for(kij = 0; kij< ncoarse; kij++)
{
correlacaov1[ki][kij]=v1;
           v10 = v1;
           w = gasdev(&idum);
           v1 = v1 - alfa * v1 * dt + sv * w * dts;
           v101 = sqrt(dt)*(v10+v1)/(2.0)/we;

           xxv10 = xxv1;
           xxv10 = xv1[0];
  xx10 = xx1;



           t1 = 0.0;
           t2 = 0.0;
           t3 = 0.0;
           t4 = 0.0;
           tk = 0.0;

           for(ke = 0; ke< nker; ke++)
              tk = tk + exp(-(ke-1) * dt * alfa) * xv1[ke];

           t1 = (1.0 - gammam * dt) * xxv10;
           t1 = xxv10 - gammam * dt * tk;
           t2 = - (cam + cjm) * xx10 * dt;
           t3 = - cnm * xx10 * xx10 * xx10 * dt;          
           t4 = v101;            

           xxv1 = t1 + t2 + t3 + t4;

           for(ke = 0; ke< nker-1;ke++)
              xv1[ke+1] = xv1[ke];

           xv1[1] = xxv1;              

           xx1 = xx10 + (xxv1+xxv10)*dt/2.0;

}
}
correlacao=0;

for(ki = 0; ki< ntransient;ki++) /*dado TTT */
{
for(kij = 0; kij< ncoarse; kij++)
{
correlacao= correlacao + correlacaov1[ki][kij+TTT]*correlacaov1[ki][kij];
}
correlacao= correlacao/ncoarse;
}
  printf("AAAAAAAA\n\n\n\n %f\n\n\n\n", correlacao);
    return 0;
}