Posso observar o desfecho de uma frase entre lábios se
dilatar e comprimir, posso ver sua intenção se esfacelando e recompondo como
sedimentos dos seus dias, como se acumulam sobre a mesa das suas escolhas,
posso ver se brilha a luz do seu gesto, da sua mente posso traçar a silhueta
num esboço mental, posso penetrar sua angústia, num único traço descrever seu
movimento pendular, senti-la em sua sensibilidade, onde é maleável, onde é
rígida, onde é porosa,
Posso chorar se me permito, no tamanho sentimento que me
escapa pelos dedos e pelos olhos, sinto onde me suponho doce, sinto onde
suponho e sei da ignorância, posso sentir o ato,violando o espaço e o tempo,
"Rápido,
amor, entregue tudo que você tem a disposição pra entregar, estou incluindo o
relógio e seu cabelo que se puxa, quero a sua boca amarga de alcatrão provando
a minha saliva exagerada de antecipar olhos nos seus olhos escuros. Baby, eu
quero a sua força mordaz de se refazer pra radicalizar o limite onde quer que
ele se ponha, por obtuso que seja, por perversamente mascarado. Eu preciso de
todos seus sonhos falsários, suas perdições azuis, eu quero me soterrar na
avalanche dos seus caprichos. Eu vou submergir meu espírito no banho doce
batista das suas lágrimas água benta que você chora de rir. Isso é uma
profissão de fé declaração de amor porra deveria ser auto-evidente mas é
construído como os postulados de Euclides, é imposto."
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
Foi dito muitas vezes entre as duas que
a existência de vida na Terra estava justificada, mesmo levando em conta todo
sofrimento. Alguma coisa teria sido responsável pela reparação, ainda que um
dia fosse uma, um dia fosse outra. Ida, no dia 4 de abril de 2007, estava
totalmente convencida que essa coisa era a Capela Sistina.
Ida disse à Volta:
Amor; não tenha medo.
No dia anterior, Ida lera em uma revista
de neurociência que A Separação entre a Luz e as Trevas ocultava uma sugestão
anatômica; o queixo de Deus, que vemos por baixo, está acrescido de uma
deformidade; sobrepondo essa deformidade ao mapa do cerebelo haveria um ajuste
perfeito.
Volta estava cansada, o suor de um dia
inteiro lhe emplastava os cabelos ondulados, e seus olhos se injetaram enquanto
ela quebrou o vidro do espelho com o candelabro de ferro maciço. É possível que
ela o fizesse de qualquer maneira, mesmo sem ouvir a palavra Deus, que nos
lábios de Ida lhe soava particularmente ofensiva.
Volta sabia que a coisa não era a Capela
Sistina; a coisa era o amor, mas ela guardou para si esse conhecimento, amando
Ida, estranhamente.
Ida disse à Volta em 13 de janeiro de
2009:
- Acho que não vale a pena, mesmo. Não
existe uma compensação razoável pra dor do mundo.
Volta estava cansada com os cotovelos
apoiados sobre a mesa e tragou o cigarro longamente. A essa altura ela havia
esquecido da palavra amor, embora não do sentimento, isto é, ela havia refinado
o sentimento ao extremo, e ficou calada, enigmaticamente, à maneira dos santos.
Anos mais tarde as duas participaram de
uma cerimônia pagã em uma colina perto de Nápoles na Itália; vestindo mantos de
seda vermelha todos os iniciados se reuniam em um círculo ao redor da pira e o
cálice era passado em sentido anti-horário.
por sentido
outras vezes tanta
vez dez a potência
razão necessariamente
suficiente
queremos inferir a
consequência implicada
figura colimada
forma polarizado feixe
ressonante seu
modo harmônico
deus
e a vossa glória
anunciada, profetizada, proferida,
negociada e preferida à ira da divindade
no inverno do deserto, sob a tenda de tapetes,
ao preço do sexo da posse da pedra;
para a resolução das vontades
para a renovação dos costumes,
para
o esquecimento
quarta-feira, 9 de abril de 2014
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int j;
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staticlong iv[NTAB];
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if (-(*idum) < 1) *idum=1;
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for (j=NTAB+7;j>=0;j--) {
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iy=iv[j];
iv[j] = *idum;
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