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segunda-feira, 24 de julho de 2017

Fleurance 2017

Como a vaidade em Veneza, pra morrer, talvez
A insatisfação, ou melhor, não-saciedade
É um instrumento de auto-questão
O aprimoramento do estável
Até o equilíbrio, morto

Como a celebração em Fleurance, é uma vida
Que vivo sem igual, por decisão sem tamanho
Isto é, que não cabe a ninguém
Porém a todos entrelaça
Destila minha angústia
Na euforia

Sustentando todas suspensões, substitutos trítonos
De outras cadências irresolutas, a dominância
Diluída como a linha que escapa
Na vertigem do ponto de fuga
Dilata minha vontade
Até a sua

quarta-feira, 17 de maio de 2017

de rep ente #2

Olha tio o rio flui a luz que a lua coa
É um cio natural num fio sem final
Um corte um bote um lote loco de trote

Tio ce tinha q ver

só frô


Aflição profunda, deslocamento, inadequação. A imagem do modelo, a estrutura do paradigma, qualquer seja. A fricção entre a percepção de objeto e a projeção subjetiva, o não reconhecimento, a inabilidade, a inércia de realizar e o vazio dos reais

de rep ente

(Quando eu falo minha língua desce pelo ralo eu abalo a estrutura e aturo  som enquanto me calo e lixo meu calo da mão no lixo da palavra abre o lixo do que eu digo o que eu persigo onde tenho abrigo e consigo)

é engraçado pa caralho ter nascido pro trabalho 

Poder

Posso observar o desfecho de uma frase entre lábios se dilatar e comprimir, posso ver sua intenção se esfacelando e recompondo como sedimentos dos seus dias, como se acumulam sobre a mesa das suas escolhas, posso ver se brilha a luz do seu gesto, da sua mente posso traçar a silhueta num esboço mental, posso penetrar sua angústia, num único traço descrever seu movimento pendular, senti-la em sua sensibilidade, onde é maleável, onde é rígida, onde é porosa,


Posso chorar se me permito, no tamanho sentimento que me escapa pelos dedos e pelos olhos, sinto onde me suponho doce, sinto onde suponho e sei da ignorância, posso sentir o ato, violando o espaço e o tempo, 

Posso ouvir cantar

tr ist e

Saudades sinto como vales hormonais, picos inversos; sem toque-contato, sem variação, estáveis sulcos no espaço mental.

São enseadas de praias rochosas, onde as crianças escorregam e quebram seus dedos presos nas fendas.


São saliva dos cachorros, como lágrimas em slow motion

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Mais uma piada

 "Rápido, amor, entregue tudo que você tem a disposição pra entregar, estou incluindo o relógio e seu cabelo que se puxa, quero a sua boca amarga de alcatrão provando a minha saliva exagerada de antecipar olhos nos seus olhos escuros. Baby, eu quero a sua força mordaz de se refazer pra radicalizar o limite onde quer que ele se ponha, por obtuso que seja, por perversamente mascarado. Eu preciso de todos seus sonhos falsários, suas perdições azuis, eu quero me soterrar na avalanche dos seus caprichos. Eu vou submergir meu espírito no banho doce batista das suas lágrimas água benta que você chora de rir. Isso é uma profissão de fé declaração de amor porra deveria ser auto-evidente mas é construído como os postulados de Euclides, é imposto."