sabedoria eu desejo
mais distração
uma ideia no bolso
e um isqueiro no mão
dando na telha
e passando a visão
desse voo de abelha
pra última estação
eu sou a porta de entrada
para drogas mais pesadas
meus segundos são contados e quantos mais eu joguei fora
e se até mesmo uma visita demora
eu aceito sombrio
o espaço vazio
maior parte
do átomo
relação eu percebo
menos senão
uma cócega coça
um sorriso na força
Todo
dia
terça-feira, 26 de maio de 2020
Declaro, ou, o clube dos belos
sao azuis motivos
espelhados na piscina
antes do mergulho
no céu inverso que ensina
a cair
sabe eu não vou mais insistir
nesse silêncio eloquente
e no tempo da gente
sou eu que passo a falar
de você
meu primeiro pé
,que perfura o plano,
antes torce um vale
na dobra que será onda
para todos efeitos
contemporâneoss
de certa forma eu ando
no macio desse falso lago
brevemente, que é
mais que suficiente
pra te conhecer
meu primeiro pé
,que perfura o plano,
antes torce um vale
na dobra que será onda
para todos efeitos
contemporâneoss
de certa forma eu ando
no macio desse falso lago
brevemente, que é
mais que suficiente
pra te conhecer
terça-feira, 28 de janeiro de 2020
sal do só
homogêneo sujeito
está em ambos nós
menos fraternos
que iguais
e eu aqui submerso no incenso da distração
pensando me desviar do fato que o bicho tristeza que escala meu corpo
talvez compartilhe dos meus nomes
e ignore segredos
está em ambos nós
menos fraternos
que iguais
e eu aqui submerso no incenso da distração
pensando me desviar do fato que o bicho tristeza que escala meu corpo
talvez compartilhe dos meus nomes
e ignore segredos
quinta-feira, 21 de novembro de 2019
casais (ou o Jardim das Deilícias) parte I
Sinuosa disse por semelhança outra coisa que não pesquei. Soube via cósmica (astróloga amadora) que uma parcela robusta do Prazer se encaminhava para nós. Seria um dia de celebrar, uma efeméride, talvez um aniversário, mesmo que o movimento astral aí implicado fosse mais sofisticado que os já batidos 360 pelo sol. Cético de memória, também fui um cético social, que me pareceu boa praça no caminho da conversa a contradição.
Daí eu disse, quase condescendente, que a última das suas previsões não só não se concretizara como havia ocorrido o diametral oposto (o que na verdade era um exagero enfiado):
- Rosa não nasceu amarela, porém azul, Lembra? e ainda por cima tu deu de furar a mão e sangrar vermelho, corremos para a antitetânica.
Sinuosa não se dobrou, sempre sorrindo maliciosa e desconversando, como previsto todos na mesa adoraram
( - Rosa nasceu, esse era o essencial )
{no meu imo peito eu concordava. e com uma certeza que era também surpresa, como não sabia bem porque.}
Acabou chegando a hora da despedida mas a despedida com ela não chegava. Todos iam ficando sobre os cacos dos compromissos partidos; nos era curioso e admirável estar juntos :
Marasmo e Sinuosa com outros pares (antinômicos) insuspeitos.
Eu via o diagrama das fodas possíveis e me deleitava, na imaginação do poder que sempre fui insuperável.
Súbito e Cheia deliciosos e frágeis de uma explosão no olhar junto com atenção redobrada mas passageira indo de um lado pro outro. Tinham uma horizontalidade interessante no amor. Conheci a ambos pelos pais de Cheia com quem tive negócios de risco não desprezível. O que muito me encanta quanto a essas ligações perigosas que sobrevieram tipo um incesto no dinheiro.
Falo deles primeiro, porém não por preferência geral mas por uma inclinação que tinham, como eu, à iniciativa.
Recordo também Cosmo e Cômica duas jóias peroladas na temperança da palavra. De pouco falarem não expressavam menos, garanto. Tinham, à altura, algum acesso ao tino corrente do dia baseado naquele saber intuído ou lembrado. Julgavam com ponderação, mas quase não julgavam porque compreendiam tanto que alcançavam a cumplicidade.
Era no exímio transporte que a cena evoluía, outros se reagrupando no salão, ao som que eu deixava perene nem alto nem baixo, sempre hipnótico.
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quinta-feira, 17 de outubro de 2019
pequenas vitórias
asa de pássaro
peso de máquina
minha música prática é
mais do que arte tem
maneira mirabolante
tem cartaz e colante
uma rosa de laço de fita
um implante no peito do mundo vazio profundo
mergulho no escuro difuso futuro
mergulho no escuro difuso futuro
mesmo a imagem vendida de causa perdida
com a vida partida entre depois e antes
tem fogo e tem gelo em resposta ao apelo
no som dos aflitos os tácitos ritos
secretos sentidos
nesses desertos infinitos
meu básico instinto tem
mágicas setas mandando diretas em sombras mais pretas
são coisas modernas nas runas dos celtas
curas antigas e a voz do profeta falando de cima
e eu falo de baixo
me quebro no meio
mas onde em me encaixo
entre os véus da família e as putas do baixo
você minha fagulha
minha fêmea meu macho
minha elástica sina
é centelha divina
da plástica a lâmina no rosto da infâmia
meu tempo discreto com foco disperso na dança de espelhos
são coisas que eu tenho
receios q eu prezo
são dispositivos da sobrevivência
são beijos furtivos em trevas imensas
vitórias pequenas
pichados poemas no muro das celas
românticas cenas da minha janela
são radioativas luzes do dia
exóticas liras tocando a alegria
sintéticas forças
puxando meu tema fanfarras acesas
nas modas escusas
em trocas que eu ganho
por rotas estranhas
seus olhos castanhos
comendo quimeras
matando medusas
em tudo que presta
inventa a memória
minha estrela modesta
pequenas vitórias
grande milagre
a dois peitos cruzados pelo feixe solar na convergência dos braços,
meu ânimo indisciplinado vigora o real em todas interações me amparo
nessa abertura intermitente que é como a respiração fluxo de aindas e vidas
listando coisas favoritas proteções e lâminas afiadas espadas de intenções
suplicante do movimento atento a descontração pronta por suavidade
sob o semi-sol fendido entre paredes espelhadas,
lamento sem mágoa o trajeto da surpresa
santidade minha por revelação pessoal
ínfima partícula que articula o todo sentimento compaixão
meu ânimo indisciplinado vigora o real em todas interações me amparo
nessa abertura intermitente que é como a respiração fluxo de aindas e vidas
listando coisas favoritas proteções e lâminas afiadas espadas de intenções
suplicante do movimento atento a descontração pronta por suavidade
sob o semi-sol fendido entre paredes espelhadas,
lamento sem mágoa o trajeto da surpresa
santidade minha por revelação pessoal
ínfima partícula que articula o todo sentimento compaixão
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019
sariman seruman saruman
santi prova a pivaláctea vira
mate a nefebelática azura fibra
Fúrias encebendo a falideia fúlcrica
avidama a mama feribélica estética aceta metra
ambivali a múria awvessante límbica amiga
;úbrica lira dalírica amizante do nubecedo medo
mate a nefebelática azura fibra
Fúrias encebendo a falideia fúlcrica
avidama a mama feribélica estética aceta metra
ambivali a múria awvessante límbica amiga
;úbrica lira dalírica amizante do nubecedo medo
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