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quarta-feira, 19 de agosto de 2020

distraçãozine - isso era pra ser prosa

 perplexidade



Como todo mundo já sabe; 


(CTMJS):


supostamente,

de ser humano tu sobrevoa a natureza pq tu cria


mas o que é criar?


acho que 

o código genético é um bom exemplo


recombinação e erro 


erro vagando,


a formiga perdida


o louco experimentador


passeante aleatorio


passos largos lagos 


navegando o acaso


estrutras de gerenciamento do acaso


namoro com o acaso


filtros sobre o acaso, ou a sorte


convolucoes como filtros


estrutura determinada do corpo, pés que vagam - limitação como forma


texturas sobre o ruido


pseudo aleatoriedade - computadores sao incapazes de gerar um numero realmente aleatorio, precisam da


random.seed - o numero determinador gerador para o mapa caótico


estar de encontro ao random.seed, ou controla-lo com mais eficiencia


experimentar o suco random


a espada estatística


fendendo a ignorância


a criação é a jóia {de Deus}


ou a jóia da criação é o ser humano


tebas é a jóia na coroa da hélade


a cidade mãe de dioniso

a dissolução do individuado na desordem aleatoria coletiva

braços e pernas pra todos os lados





Falsos Profetas

são falsos profetas
na cruz do seu tempo a te pregar


com trinta moedas 

na praça do templo a comprar


rebanhos de ovelhas 

chamadas de filhos e filhas


em cercas de arame

invísiveis farpas sinistras


promessas tamanhas

enchendo as entranhas

da alma com falsos alimentos


a paixão como sacramento

a paixão o que é

a paixão quem tiver

compaixão pelo ouro o tesouro o poder

pode ouvir irmão

vem sentir irmão

sua sede do espírito santo pairando nas águas revoltas do mar de choro 

lágrimas de ouro 

pingam 

na pele tatuando orações e

delírios


o seu sofrimento é que

dividiu o peixe em mil porcentos 

no controle dos seus movimentos


em defesa da vida

condena sua vítima a penar

na morte e na peste

a praga do oeste é conquista

não há quem resista mas

porque deus que te fez

foi ele que fez

esse deus de burguês

à imagem de vocês


falsos profetas

não vencem o verdadeiro amor

falsos profetas

aguardem o dia do juízo



terça-feira, 26 de maio de 2020

TransModerno

progressivo subterrâneo explosão do urânio enriquecido 

a antropofagia ressuscita outra vez

janu canibal versículo 3

apropriando tudo 

núcleo duro

sabedoria eu desejo
mais distração
uma ideia no bolso
e um isqueiro no mão
dando na telha
e passando a visão
desse voo de abelha
pra última estação

eu sou a porta de entrada
para drogas mais pesadas
meus segundos são contados e quantos mais eu joguei fora
e se até mesmo uma visita demora
eu aceito sombrio
o espaço vazio
maior parte

do átomo

relação eu percebo
menos senão
uma cócega coça
um sorriso na força

Declaro, ou, o clube dos belos

sao azuis motivos 
espelhados na piscina
antes do mergulho
no céu inverso que ensina
a cair

sabe eu não vou mais insistir
nesse silêncio eloquente
e no tempo da gente
sou eu que passo a falar
de você

meu primeiro pé
,que perfura o plano,
antes torce um vale
na dobra que será onda
para todos efeitos
contemporâneoss

de certa forma eu ando
no macio desse falso lago
brevemente, que é
mais que suficiente
pra te conhecer

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

sal do só

homogêneo sujeito
está em ambos nós
menos fraternos
que iguais

e eu aqui submerso no incenso da distração
pensando me desviar do fato que o bicho tristeza que escala meu corpo
talvez compartilhe dos meus nomes
e ignore segredos

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

casais (ou o Jardim das Deilícias) parte I


Sinuosa disse por semelhança outra coisa que não pesquei. Soube via cósmica (astróloga amadora) que uma parcela robusta do Prazer se encaminhava para nós. Seria um dia de celebrar, uma efeméride, talvez um aniversário, mesmo que o movimento astral aí implicado fosse mais sofisticado que os já batidos 360 pelo sol. Cético de memória, também fui um cético social, que me pareceu boa praça no caminho da conversa a contradição.

Daí eu disse, quase condescendente, que a última das suas previsões não só não se concretizara como havia ocorrido o diametral oposto (o que na verdade era um exagero enfiado):

- Rosa não nasceu amarela, porém azul, Lembra? e ainda por cima tu deu de furar a mão e sangrar vermelho, corremos para a antitetânica.

Sinuosa não se dobrou, sempre sorrindo maliciosa e desconversando, como previsto todos na mesa adoraram

( - Rosa nasceu, esse era o essencial )

{no meu imo peito eu concordava. e com uma certeza que era também surpresa, como não sabia bem porque.}

Acabou chegando a hora da despedida mas a despedida com ela não chegava. Todos iam ficando sobre os cacos dos compromissos partidos; nos era curioso e admirável estar juntos :

Marasmo e Sinuosa com outros pares (antinômicos) insuspeitos. 
Eu via o diagrama das fodas possíveis e me deleitava, na imaginação do poder que sempre fui insuperável.

Súbito e Cheia deliciosos e frágeis de uma explosão no olhar junto com atenção redobrada mas passageira indo de um lado pro outro. Tinham uma horizontalidade interessante no amor. Conheci a ambos pelos pais de Cheia com quem tive negócios de risco não desprezível. O que muito me encanta quanto a essas ligações perigosas que sobrevieram tipo um incesto no dinheiro.

Falo deles primeiro, porém não por preferência geral mas por uma inclinação que tinham, como eu, à iniciativa.

Recordo também Cosmo e Cômica duas jóias peroladas na temperança da palavra. De pouco falarem não expressavam menos, garanto. Tinham, à altura, algum acesso ao tino corrente do dia baseado naquele saber intuído ou lembrado. Julgavam com ponderação, mas quase não julgavam porque compreendiam tanto que alcançavam a cumplicidade.

Era no exímio transporte que a cena evoluía, outros se reagrupando no salão, ao som que eu deixava perene nem alto nem baixo, sempre hipnótico.

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