Espero coduzirem-me à antecâmara
Onde espero, como num hall vazio,
Pra esperar pontualmente em fastio
De esperar vagamente uma outra câmara.
Vivo, mas desvaneço pouco em pouco,
Translúcido e morto como a água fresca
Que se propaga insípida e grotesca
Sobre seu leito, em passo largo e louco.
Penso ininterruptamente, mas durmo
E sonho em companhia dela às vezes...
Agito do meu corpo o véu noturno
Quando acordo, sabendo que suspiras
Espero findarem dias e meses
Inócuos e vãos como as minhas liras.
Todo
dia
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Tracei as flores astrais, por simetria
E deitei-me em lassos giros sobre os pântanos
P'ra compor em cada verso a sinastria
de cada darma num leque de crisântemos.
E que a naturaza me perturbe a carne
por conceder ao meu fluxo de vistas
Uma névoa melancólica de charme
e um drama infernal de moralistas...
Tragédia! Se não expresso a cada beijo
A coda mortal de todos os tempos
e a cara pura do sol que afoga
Do coração das partículas, despejo
Pela letra imóvel, e em cada momento
o orgulho ancestral de trajar-se a voga...
E deitei-me em lassos giros sobre os pântanos
P'ra compor em cada verso a sinastria
de cada darma num leque de crisântemos.
E que a naturaza me perturbe a carne
por conceder ao meu fluxo de vistas
Uma névoa melancólica de charme
e um drama infernal de moralistas...
Tragédia! Se não expresso a cada beijo
A coda mortal de todos os tempos
e a cara pura do sol que afoga
Do coração das partículas, despejo
Pela letra imóvel, e em cada momento
o orgulho ancestral de trajar-se a voga...
Sou um acidente qualquer, como a montanha
Envergadura infausta da crosta de pedra,
Forçada pelo magma, ela medra
As cumeeiras vastíssimas, sem façanha.
O acaso empenhou-se a planar, como o vento
Que suporta o peso das folhas, quando o outono
Força a abscisão sonora pra morrer com sono
Junto ao humus, deitadas sob o firmamento.
Encarno a beleza dos detalhes tranquilos
Que descansam, à tardinha, nos teus mamilos
Sem revoltas, quando do frisson sob os dentes
Dos teus amantes, condenso a tua beleza
Transfiro-lhe palidez (e certa leveza
De ser), e quem sabe se de repente...?
Envergadura infausta da crosta de pedra,
Forçada pelo magma, ela medra
As cumeeiras vastíssimas, sem façanha.
O acaso empenhou-se a planar, como o vento
Que suporta o peso das folhas, quando o outono
Força a abscisão sonora pra morrer com sono
Junto ao humus, deitadas sob o firmamento.
Encarno a beleza dos detalhes tranquilos
Que descansam, à tardinha, nos teus mamilos
Sem revoltas, quando do frisson sob os dentes
Dos teus amantes, condenso a tua beleza
Transfiro-lhe palidez (e certa leveza
De ser), e quem sabe se de repente...?
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Alguém me disse que eu deveria explicar os poemas.
Bem;
Deixa eu te explicar uma coisinha, seu imbecil.
Todo poema é auto-explicativo, uma estrutura que envolve e se fecha em si própria: a partir de uma perspectiva única, um único enredo, desenvolve-se num significado cuja causa eficiente não diverge da causa final. A observação exterior não deturpa o sentido, pois a existência de sentido tem como condição sine qua non a observação exterior;
O POEMA É ABERTO E EXPRESSIVO, livre.
Em outras palavras;
leia e entenda como quiser, porque.... enfim; é a diversidade de entendimentos que dá prazer, e eu gosto de pensar que o que escrevo me ultrapassa e transcende... quando alguém me revela uma faceta estranha da criatura que eu supunha dominar por inteiro, sinto-me como um pai que vê o filho crescer.
Ps: Ok eu sou muito pretensioso...
mas eu juro que não queria ser.
Ps2: O que a princípio é melhor que não ser pretensioso
(por fingimento.)
Ps3: O que ainda é melhor que não conseguir ser pretensioso de verdade;
e querer ser.
Bem;
Deixa eu te explicar uma coisinha, seu imbecil.
Todo poema é auto-explicativo, uma estrutura que envolve e se fecha em si própria: a partir de uma perspectiva única, um único enredo, desenvolve-se num significado cuja causa eficiente não diverge da causa final. A observação exterior não deturpa o sentido, pois a existência de sentido tem como condição sine qua non a observação exterior;
O POEMA É ABERTO E EXPRESSIVO, livre.
Em outras palavras;
leia e entenda como quiser, porque.... enfim; é a diversidade de entendimentos que dá prazer, e eu gosto de pensar que o que escrevo me ultrapassa e transcende... quando alguém me revela uma faceta estranha da criatura que eu supunha dominar por inteiro, sinto-me como um pai que vê o filho crescer.
Ps: Ok eu sou muito pretensioso...
mas eu juro que não queria ser.
Ps2: O que a princípio é melhor que não ser pretensioso
(por fingimento.)
Ps3: O que ainda é melhor que não conseguir ser pretensioso de verdade;
e querer ser.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
'Stou-me embora para ti
E me fui formado em nada
Hei falso que faço em se
Mesmado ao fêcho da quadra
Vero fico avesso em mim
Se perfiz-me na descida
E o que me quis eu quis assim
Num bilhete só de ida
Parti enquanto estive só
Avaro em pouco jamais
Senti das vezes inícios
Encantos medos tive dó
E ouvi das doses normais
Em segredos desperdícios
A segunda versão é a verdadeira, mas os parênteses (que são cabides para os entendidos) dificultam a primeira leitura, então, se vc quiser reler (que por sinal é um palíndromo) vá em frente;
Obs : O parêntese indica algo que pode ou não estar presente ou que pode ou não substituir o que está: a critério do leitor; por exemplo, d(v)os(z)es pode ser doses ou vozes, dependendo da sua pendência genética para o alcolismo e uma série enorme de outros fatores, que, se eu te contasse, você não acreditaria.
Obs2 : Só porque eu falei de alcolismo, doses não necessariamente se refere a doses de bebida,; não seja precipitado.
'Stou-me embora para ti(,)
E me fui formado em nada...
Hei falso que faço - em se -
Mesmado ao fêcho da quadra.
Ver(s)o fico [avesso em mim]
Se perfiz-me na descida,
E o que me quis eu quis assim:
Num bilhete só de ida.
Parte(i) enquanto estive só
Avaro em pouco (,) jamais (,)
Senti( )das vezes (:) inícios
En(m)c( qu)antos medos tive dó
E ouvi das d(v)os(z)es normais
Em segredo(s), (os) desperdícios.
E me fui formado em nada
Hei falso que faço em se
Mesmado ao fêcho da quadra
Vero fico avesso em mim
Se perfiz-me na descida
E o que me quis eu quis assim
Num bilhete só de ida
Parti enquanto estive só
Avaro em pouco jamais
Senti das vezes inícios
Encantos medos tive dó
E ouvi das doses normais
Em segredos desperdícios
A segunda versão é a verdadeira, mas os parênteses (que são cabides para os entendidos) dificultam a primeira leitura, então, se vc quiser reler (que por sinal é um palíndromo) vá em frente;
Obs : O parêntese indica algo que pode ou não estar presente ou que pode ou não substituir o que está: a critério do leitor; por exemplo, d(v)os(z)es pode ser doses ou vozes, dependendo da sua pendência genética para o alcolismo e uma série enorme de outros fatores, que, se eu te contasse, você não acreditaria.
Obs2 : Só porque eu falei de alcolismo, doses não necessariamente se refere a doses de bebida,; não seja precipitado.
'Stou-me embora para ti(,)
E me fui formado em nada...
Hei falso que faço - em se -
Mesmado ao fêcho da quadra.
Ver(s)o fico [avesso em mim]
Se perfiz-me na descida,
E o que me quis eu quis assim:
Num bilhete só de ida.
Parte(i) enquanto estive só
Avaro em pouco (,) jamais (,)
Senti( )das vezes (:) inícios
En(m)c( qu)antos medos tive dó
E ouvi das d(v)os(z)es normais
Em segredo(s), (os) desperdícios.
Tu és! E mesmo que me faltassem memórias
Do semblante risonho na manhã de outono,
E me esmagasse a força gigante do sono
Mimetizando as parábolas ilusórias,
E mesmo que as tuas feições sempre escapassem
De mim - E eu perdesse a imagem que um dia tive
De ti - E eu deixasse os sonhos de que estive
Munido, esperando que se realizassem...
Quando analizasse o céu, com a minha minúcia
Ou o oceano, o mar! Por certo a natureza
Quando eu visse os rios efêmeros na serra
Reconheceria a inigualável astúcia
Com que Deus, para conservar tua beleza
Repartiu-a entre as maravilhas da Terra!
Do semblante risonho na manhã de outono,
E me esmagasse a força gigante do sono
Mimetizando as parábolas ilusórias,
E mesmo que as tuas feições sempre escapassem
De mim - E eu perdesse a imagem que um dia tive
De ti - E eu deixasse os sonhos de que estive
Munido, esperando que se realizassem...
Quando analizasse o céu, com a minha minúcia
Ou o oceano, o mar! Por certo a natureza
Quando eu visse os rios efêmeros na serra
Reconheceria a inigualável astúcia
Com que Deus, para conservar tua beleza
Repartiu-a entre as maravilhas da Terra!
Se Juno cantasse no beiral da manhã
Junto aos trinados vibrantes, característicos
Do firmamento, onde pontilham asterísticos
(Semblantes dos pássaros míopes), amanhã
Eu lhe forjaria com amor e martelo
O sonho arquetípico, com direito a dote,
Pétala rubra, folha e caule com o corte
preciso e fragante no espinho, e certo esmero.
Pois é fato que adquiri alguma cautela
Com relaçãoao sete, ao oito, ou ao setenta
E à toda oscilação cromática da luz...
Quem buscaria as terras distantes se ela
Junto aos trinados vibrantes, concentra
a essência a que o universo se reduz?
Junto aos trinados vibrantes, característicos
Do firmamento, onde pontilham asterísticos
(Semblantes dos pássaros míopes), amanhã
Eu lhe forjaria com amor e martelo
O sonho arquetípico, com direito a dote,
Pétala rubra, folha e caule com o corte
preciso e fragante no espinho, e certo esmero.
Pois é fato que adquiri alguma cautela
Com relaçãoao sete, ao oito, ou ao setenta
E à toda oscilação cromática da luz...
Quem buscaria as terras distantes se ela
Junto aos trinados vibrantes, concentra
a essência a que o universo se reduz?
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