Deus! que melancolia no parnaso...
Olha lá o João mostrando os dentes:
quão desagradável és criatura -
quisera uma palavra na boca certa.
- em homenagem à nuvem cigana
Todo
dia
quinta-feira, 26 de março de 2009
quinta-feira, 12 de março de 2009
Sob o oiti
(recitativo)
Da base ao topo - que me ajuste plano
Justo, e no aprumo todo se estrutura
Num rumo gajo em cada abuso lhano.
Gira-te que me fez na minha: gira
Dirimida na gíria porque gera (-me)
Geme, marijuana ou Mahavira
No teu Arjuna disjunto, quisera
(balada)
Imaginar só a gente, e imagina
Se hoje cantasse num repente cedo
E me sedasses só vestindo seda
Do lado avesso ao vestido; me anima
Vexar-te sentido o tecido quedo
Deitado e seguindo cada vereda.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Meio azul
Diz-se do sentido das hosanas em linha reta - que
( assumam todas as direcções )
Mas a transfusão do significante quedou-se na sua margem
( num ponteio inverso )
E conjugou-se improviso o falsete dos uníssonos - !
( ainda que pisquem as paisagens no contraluz )
Há um jazz em todas as posições
( como a entonação suave das promessas )
E o fole aberto de uma canção ainda por nascer
( )
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Eu não te entendo em vice-versa
Há uma linguagem pessoal e intransferível
de si para si, cuja gramática se flexibiliza pela intuição.
Não é verbal ou simbólica - e mistura-se
pelo formato fluido que lhe confere a turvação do pensamento.
Não é necessariamente sinestésica mas toma o seu tom
Emprestado de todos os sentidos.
Nunca se perde porque seus conectivos
não se relacionam com o tempo ou com a memória;
Mas também nunca se detém num significado pontual.
A identidade é uma suposição de linguagem,
Ainda que desastradamente tolhida pela boca.
de si para si, cuja gramática se flexibiliza pela intuição.
Não é verbal ou simbólica - e mistura-se
pelo formato fluido que lhe confere a turvação do pensamento.
Não é necessariamente sinestésica mas toma o seu tom
Emprestado de todos os sentidos.
Nunca se perde porque seus conectivos
não se relacionam com o tempo ou com a memória;
Mas também nunca se detém num significado pontual.
A identidade é uma suposição de linguagem,
Ainda que desastradamente tolhida pela boca.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
vou te abrir em sugestões delicadas:
Esconda-me em murmúrios lassos sob os seus lábios semicerrados e
Escolha o meu nome entre as sílabas permutadas dos seus versos -
Deixe-me derramar a sua pele sob as minhas idéias quando eu
te desenhar num kajal suave entre os nossos olhos;
E enquanto eu me sentir aceso nos seus gestos
E as minhas indecisões esfumarem pela sua boca
Segrede todos os silêncios pelos meus ouvidos
Porque eu te escuto.
Escolha o meu nome entre as sílabas permutadas dos seus versos -
Deixe-me derramar a sua pele sob as minhas idéias quando eu
te desenhar num kajal suave entre os nossos olhos;
E enquanto eu me sentir aceso nos seus gestos
E as minhas indecisões esfumarem pela sua boca
Segrede todos os silêncios pelos meus ouvidos
Porque eu te escuto.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
converso
"Admiro a verve e o luxo em linho
No que me aparto em certa paragem..."
"Fato é que o espaço sofre a viragem
Que lhe imprimem quasares sozinhos..."
"No abismo sideral o que busca
O olfato inerme do atino humano?"
"Que desepero constrói romanos
Impérios das ruínas etruscas?"
"Que caráter vário trouxe à voga
O uso substantivo do grotesco
E a sílaba tônica primeira?"
"Que capricho a kundalini yoga
E o teatro absurdo de Ionesco
Gerou, como a estrofe derradeira?..."
No que me aparto em certa paragem..."
"Fato é que o espaço sofre a viragem
Que lhe imprimem quasares sozinhos..."
"No abismo sideral o que busca
O olfato inerme do atino humano?"
"Que desepero constrói romanos
Impérios das ruínas etruscas?"
"Que caráter vário trouxe à voga
O uso substantivo do grotesco
E a sílaba tônica primeira?"
"Que capricho a kundalini yoga
E o teatro absurdo de Ionesco
Gerou, como a estrofe derradeira?..."
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