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dia

quarta-feira, 24 de junho de 2009

duna

tenho pasmado areia pelos olhos de manhã

deitado como um lagarto encimo a penumbra (
esquartelada na consciência de que se deita sobre si) e
de mais a mais disponho a face escura do relevo no
conforto da desaparição.

travesso me tolero a nuca num vale raso e
forçosamente movediço na seqüência eventual das coisas
precipito a imaginação constrita a um só sentido oeste

ainda que vistosa a paisagem nunca transfigura

e a duna escama em sopros de vigília
e a duna escama em sopros de vigília
e a duna escama em sopros de vigília
e a duna escama em sopros de vigília
(...)

quinta-feira, 18 de junho de 2009

O Aroma da Amora, ou ainda, Por Que Chocar

a multitude trasladada de cabelos tomba na fronte do mundo sorrindo
- surreal

a linguagem desfigura a língua na turvação do inconsentido
- inconsciente

a realidade frágil do desencanto quase te traveste
- atravessada

Deus! que melancolia no parnaso! -

Como a natureza se espirala na arquitetura dos astros é possível que a conservação vernacular das neuroses me propague o desmando das partes mínimas de mim, ainda que foda-se.

Ó! a tropelia dos trópicos aliterados na revelação lábio a lábio da mente comum -
e
a ourivesaria manifesta do sentido:

Um sonhador bobado de perfume cambaleia pralém da faixa de pedestres como um barqueiro oscila a harmonia dos movimentos amortecidos, de cá pro fim do rio me desembaraço da correnteza no fluxo de uma circulação.

Ah! A modorra minguante dos meus dias

porque sim.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Pelo correio


http://www.youtube.com/watch?v=VdTqDvVJbjI&feature=channel_page








domingo, 17 de maio de 2009

Retrato em Jazz - pro Bill


Não é óbvio?

e portanto confiro-me a energia pra Estar direito
trançado das minhas Mãos até De ponta-cabeça
ora me juro eu Como seria factível
Jaz mim

vou-te em Tempo sombreado e
danço Ritmicamente incompleto encimando o tema
eu teimo em ser o que não és música
Segundamente

verto o que Está pra tornar-se-te
Por si só
ainda que o andamento Ironize meu cinismo
dou-me o Crédito por mim
Creia

-te assolada de pasmar minha cisma

vou Solar

Não é óbvio?

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Paráfrase

Qual é a força moral do gesto?- Diga-me; se
a hipocrisia de estar parado é transcendência -
Hoje, que meus cabelos longos desvanescem.

Qual é a ensejo pra língua?
E o desperdício de se ter um propósito;
Ontem, que foi o sonho dos poentes.

Amanhã - se o tempo passar onde
estarás mesmo? Porque eu gostaria de
Estar dizendo algo de intrigante;

Sempre - porque a memória conta hoje
Como o foco doce que embota as formas;
Ainda que seja errado negar as próprias convicções.

E Nunca - porque os sentidos são penas anti-horárias
Registrando os esquecimentos discretos
Em seus próprios alfabetos - circularmente.

sábado, 2 de maio de 2009

Véu

Tenho desusado meu rosto de bobeira; 

Pontualmente deslocado de todas obrigações

Puxo minha insuficiência pra trás da língua.


Me derivo por ser absurdo - donde

Infiro a substância do meu entendimento:

Sou como soo oco por aptidão e

Espraio a memória como se afasta a fumaça


Te proponho incógnita na tendência dos olhos

De cima, abaixo

Vertidos


Me exponho   



quinta-feira, 23 de abril de 2009

Desfio Ariadne

I) Frustro-me por hábito, como quem respira:
Sublimo minha consciência por consideração.

II) Sou preguiçosamente oblíquo no meu próprio alfabeto
Inepto pra dizer que se ama;

III) Dedico-me à frivolidade do transe mudo
Pra guardar comigo tudo que não sei

IV) Condenso meu despropósito nos gestos que
Aspiram abstratamente minha imaginação,

V) Estou para ti como a miopia

Abra seus olhos