Todo
dia
sábado, 25 de julho de 2009
anistiada
segunda-feira, 20 de julho de 2009
terça-feira, 7 de julho de 2009
tormenta
tempestades me excitam como se o céu me trovejasse por dentro
e a meia-luz me confina intima
deixada a cor me arrepia caricia calada
e exagero um halo lampejado da boca, tanta
tremo sóbria de facilidade,
porque as sugestões são as formas mais delicadas de controle
me descarrego estática por fora do êxtase -
rarefaço sentindo plena e a chuva me percute na borda da pele
minhas extremidades afundam em sobras de vida
como o corpo ainda estranha um vazio dissimulado
dissipo a nudez para me despir de nada
e me deito fiel ao tato, quando todo dia claro me apavora.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
o encadeamento do título, que se pretende dedicar, como um poema de amor
I
talvez eu esteja sentimental -
mas um fractal te floriu de olhos nos olhos cerrados
e estranhando um beijo à força ele subiu à sua cabeça :
II
/*e com vcs*/ ladeando a gola delonga a nunca o pescoço
o pulo do gato! :
III
q chovam fios desse crânio até os joelhos,
enquadrada no ecrã místico da miopia
serás a juventude remota da imaginação
e a fina flor da expectativa
cartografada no romance das constelações - um calendário
que és, qual o dipolo do conceito contradiz
:
IV
o amanhã não chega ou não é suficiente
quarta-feira, 24 de junho de 2009
duna
deitado como um lagarto encimo a penumbra (
conforto da desaparição.
travesso me tolero a nuca num vale raso e
forçosamente movediço na seqüência eventual das coisas
precipito a imaginação constrita a um só sentido oeste
ainda que vistosa a paisagem nunca transfigura
e a duna escama em sopros de vigília
e a duna escama em sopros de vigília
e a duna escama em sopros de vigília
e a duna escama em sopros de vigília
(...)
quinta-feira, 18 de junho de 2009
O Aroma da Amora, ou ainda, Por Que Chocar
- surreal
a linguagem desfigura a língua na turvação do inconsentido
- inconsciente
a realidade frágil do desencanto quase te traveste
- atravessada
Deus! que melancolia no parnaso! -
Como a natureza se espirala na arquitetura dos astros é possível que a conservação vernacular das neuroses me propague o desmando das partes mínimas de mim, ainda que foda-se.
Ó! a tropelia dos trópicos aliterados na revelação lábio a lábio da mente comum -
e
a ourivesaria manifesta do sentido:
Um sonhador bobado de perfume cambaleia pralém da faixa de pedestres como um barqueiro oscila a harmonia dos movimentos amortecidos, de cá pro fim do rio me desembaraço da correnteza no fluxo de uma circulação.
Ah! A modorra minguante dos meus dias
porque sim.
