"Rápido,
amor, entregue tudo que você tem a disposição pra entregar, estou incluindo o
relógio e seu cabelo que se puxa, quero a sua boca amarga de alcatrão provando
a minha saliva exagerada de antecipar olhos nos seus olhos escuros. Baby, eu
quero a sua força mordaz de se refazer pra radicalizar o limite onde quer que
ele se ponha, por obtuso que seja, por perversamente mascarado. Eu preciso de
todos seus sonhos falsários, suas perdições azuis, eu quero me soterrar na
avalanche dos seus caprichos. Eu vou submergir meu espírito no banho doce
batista das suas lágrimas água benta que você chora de rir. Isso é uma
profissão de fé declaração de amor porra deveria ser auto-evidente mas é
construído como os postulados de Euclides, é imposto."
Todo
dia
sexta-feira, 13 de janeiro de 2017
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
Foi dito muitas vezes entre as duas que
a existência de vida na Terra estava justificada, mesmo levando em conta todo
sofrimento. Alguma coisa teria sido responsável pela reparação, ainda que um
dia fosse uma, um dia fosse outra. Ida, no dia 4 de abril de 2007, estava
totalmente convencida que essa coisa era a Capela Sistina.
Ida disse à Volta:
Amor; não tenha medo.
No dia anterior, Ida lera em uma revista
de neurociência que A Separação entre a Luz e as Trevas ocultava uma sugestão
anatômica; o queixo de Deus, que vemos por baixo, está acrescido de uma
deformidade; sobrepondo essa deformidade ao mapa do cerebelo haveria um ajuste
perfeito.
Volta estava cansada, o suor de um dia
inteiro lhe emplastava os cabelos ondulados, e seus olhos se injetaram enquanto
ela quebrou o vidro do espelho com o candelabro de ferro maciço. É possível que
ela o fizesse de qualquer maneira, mesmo sem ouvir a palavra Deus, que nos
lábios de Ida lhe soava particularmente ofensiva.
Volta sabia que a coisa não era a Capela
Sistina; a coisa era o amor, mas ela guardou para si esse conhecimento, amando
Ida, estranhamente.
Ida disse à Volta em 13 de janeiro de
2009:
- Acho que não vale a pena, mesmo. Não
existe uma compensação razoável pra dor do mundo.
Volta estava cansada com os cotovelos
apoiados sobre a mesa e tragou o cigarro longamente. A essa altura ela havia
esquecido da palavra amor, embora não do sentimento, isto é, ela havia refinado
o sentimento ao extremo, e ficou calada, enigmaticamente, à maneira dos santos.
Anos mais tarde as duas participaram de
uma cerimônia pagã em uma colina perto de Nápoles na Itália; vestindo mantos de
seda vermelha todos os iniciados se reuniam em um círculo ao redor da pira e o
cálice era passado em sentido anti-horário.
Ida sussurrou à Volta:
A coisa está nesse cálice, mas não é seu
líquido.
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Gênero #1
(De revê-l@ ao refletir e vê-l@ ao olhar
Nu de conhecê-l@ nua reconhecida
Tanto é vencê-l@ convencer a se conjurar
Quanto é jurar perdê-l@ se voltar da ida)
Lembro em qual novembro acordo de recordar
Consumid@ em dança tua lembrança aqui
Me gravas lá no peito afeito a se conflagrar:
Tudo é flagrar em mim algo que é todo em ti
Desejo que sejas refeit@ perfeição
E me ofereço na refeição dos seus deuses
Me devorem decifrad@ de compaixão
Sobre qualquer Ganges onde for Elêusis
Serei internamente teu eterno, sim
De fúria e ternura, então me
queiras a mim.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
prece #1
por sentido
outras vezes tanta
vez dez a potência
razão necessariamente
suficiente
queremos inferir a
consequência implicada
figura colimada
forma polarizado feixe
ressonante seu
modo harmônico
deus
e a vossa glória
anunciada, profetizada, proferida,
negociada e preferida à ira da divindade
no inverno do deserto, sob a tenda de tapetes,
ao preço do sexo da posse da pedra;
para a resolução das vontades
para a renovação dos costumes,
para
o esquecimento
outras vezes tanta
vez dez a potência
razão necessariamente
suficiente
queremos inferir a
consequência implicada
figura colimada
forma polarizado feixe
ressonante seu
modo harmônico
deus
e a vossa glória
anunciada, profetizada, proferida,
negociada e preferida à ira da divindade
no inverno do deserto, sob a tenda de tapetes,
ao preço do sexo da posse da pedra;
para a resolução das vontades
para a renovação dos costumes,
para
o esquecimento
quarta-feira, 9 de abril de 2014
#include
#include
#include
#define NC 10000000
#define dx 0.0001
#define ntime 600
#define nsamples 100000
#define nker 10000
#define ntransient 15000
#define IA 16807
#define IM 2147483647
#define AM (1.0/IM)
#define IQ 127773
#define IR 2836
#define NTAB 32
#define NDIV (1+(IM-1)/NTAB)
#define EPS 1.2e-7
#define RNMX (1.0-EPS)
#define TTT 100
float ran1(long *idum)
{
int j;
long k;
static long iy=0;
static long iv[NTAB];
float temp;
if (*idum <= 0 || !iy) {
if (-(*idum) < 1) *idum=1;
else *idum = -(*idum);
for (j=NTAB+7;j>=0;j--) {
k=(*idum)/IQ;
*idum=IA*(*idum-k*IQ)-IR*k;
if (*idum < 0) *idum += IM;
if (j < NTAB) iv[j] = *idum;
}
iy=iv[0];
}
k=(*idum)/IQ;
*idum=IA*(*idum-k*IQ)-IR*k; if (*idum < 0) *idum += IM;
j=iy/NDIV;
iy=iv[j];
iv[j] = *idum;
if ((temp=AM*iy) > RNMX) return RNMX; else return temp;
}
float gasdev(long *idum)
{
float ran1(long *idum);
static int iset=0;
static float gset;
float fac,rsq,v1,v2;
if (*idum < 0) iset=0;
if (iset == 0) {
do {
v1=2.0*ran1(idum)-1.0;v2=2.0*ran1(idum)-1.0; rsq=v1*v1+v2*v2;
} while (rsq >= 1.0 || rsq == 0.0);
fac=sqrt(-2.0*log(rsq)/rsq);
gset=v1*fac;
iset=1;
return v2*fac;
} else {
iset=0;
return gset;
}
}
int main (void) {
int i, kn, km, ke, ki, kij;
float p[NC], ps[NC], xmin, xvmin, xmax, xvmax, jmin, jmax, alfa, sv, gamma, we, ca,cn, cj, xll, tj, dt, dt2, dt3, dts, cam, w, idum;
float cnm, gammam, cjm, cd, ncoarse, ntimenoise, xm, xm2, xm3, xm4, xv, xv2, xv3,xv4, jam, jam2, jam3, jam4, t1, t2, t3, t4, tk;
float xx1, xx10, xxv1, xxv10, v1, v10, v101;
float jitot1[ntime], jdtot1[ntime], energy [ntime], correlacaov1[nsamples][1000], correlacao;
float xv1[nker];
for(i=0;i<NC;i++)
{
p[i]=0;
ps[i]=0;
}
xmin = - NC * dx /2.0;
xvmin = - NC * dx /2.0;
xmax = NC * dx /2.0;
xvmax = NC * dx /2.0;
jmin = - NC * dx /2.0;
jmax = NC * dx /2.0;
idum = -798764321;
alfa = 5.0;
sv = 1.0;
we = 1.0;
gamma = 1.0;
ca = 1.0;
cn = 0.0;
cj = 10.0;
xll = 20.0;
tj = 25.0;
dt = 0.0001;
dt2 = dt * dt;
dt3 = dt2 * dt;
dts = sqrt(dt);
cam = ca / we;
cnm = cn / we;
gammam = gamma / we;
cjm = cj / we;
cd = (1.0 + gammam * dt / 2.0);
ncoarse = floor(0.005/dt);
ntimenoise = 10 * floor((1.0 / alfa) / 0.005);
xm = 0.0;
xm2 = 0.0;
xm3 = 0.0;
xm4 = 0.0;
xv = 0.0;
xv2 = 0.0;
xv3 = 0.0;
xv4 = 0.0;
jam = 0.0;
jam2 = 0.0;
jam3 = 0.0;
jam4 = 0.0;
for(kn=0;kn<nsamples; kn++)
{
for(km=0;km<nsamples;km++)
{
correlacaov1[kn][km]=0;
}
}
for(i=0;i<ntime;i++)
{
jitot1[i] = 0.0;
jdtot1[i] = 0.0;
energy[i] = 0.0;
}
for(i=0; i<nsamples; i++)
{
v1 = 0.0;
for (kn = 0; kn
{
for(km = 0;km
{
w = gasdev(&idum);
v1 = v1 - alfa * v1 * dt + sv * w * dts;
}
}
}
xxv1 = 0.000;
xxv10 = 0.0;
xx1 = 0.0;
xxv1 = 0.0;
for(ke=0; ke<nker; ke++)
xv1[ke] = 0.0;
for(ki = 0; ki< ntransient;ki++)
{
for(kij = 0; kij< ncoarse; kij++)
{
correlacaov1[ki][kij]=v1;
v10 = v1;
w = gasdev(&idum);
v1 = v1 - alfa * v1 * dt + sv * w * dts;
v101 = sqrt(dt)*(v10+v1)/(2.0)/we;
xxv10 = xxv1;
xxv10 = xv1[0];
xx10 = xx1;
t1 = 0.0;
t2 = 0.0;
t3 = 0.0;
t4 = 0.0;
tk = 0.0;
for(ke = 0; ke< nker; ke++)
tk = tk + exp(-(ke-1) * dt * alfa) * xv1[ke];
t1 = (1.0 - gammam * dt) * xxv10;
t1 = xxv10 - gammam * dt * tk;
t2 = - (cam + cjm) * xx10 * dt;
t3 = - cnm * xx10 * xx10 * xx10 * dt;
t4 = v101;
xxv1 = t1 + t2 + t3 + t4;
for(ke = 0; ke< nker-1;ke++)
xv1[ke+1] = xv1[ke];
xv1[1] = xxv1;
xx1 = xx10 + (xxv1+xxv10)*dt/2.0;
}
}
correlacao=0;
for(ki = 0; ki< ntransient;ki++) /*dado TTT */
{
for(kij = 0; kij< ncoarse; kij++)
{
correlacao= correlacao + correlacaov1[ki][kij+TTT]*correlacaov1[ki][kij];
}
correlacao= correlacao/ncoarse;
}
printf("AAAAAAAA\n\n\n\n %f\n\n\n\n", correlacao);
return 0;
}
terça-feira, 7 de maio de 2013
agora, todo singular é plural
porque nós somos
antes que eu fosse teu
depois que tu sejas minha
e no entreato dos nossos semisegundos
perseveramos
soberanos no fracasso que anunciamos por vaidade
cediços no sucesso que ocultamos por vaidade
e nos enfeitiçamos
recolhidos em coleção a contrários
reunidos em sexo a casais
que assistimos perversamente
e que somos com inocência
e em seguida
descompassadamente ressonamos
ao tempo próprio da consciência
de se estar mentindo
horas a fio
daqui pra trás e daqui pra frente,
todo plural foi e será singular
porque nós somos
antes que eu fosse teu
depois que tu sejas minha
e no entreato dos nossos semisegundos
perseveramos
soberanos no fracasso que anunciamos por vaidade
cediços no sucesso que ocultamos por vaidade
e nos enfeitiçamos
recolhidos em coleção a contrários
reunidos em sexo a casais
que assistimos perversamente
e que somos com inocência
e em seguida
descompassadamente ressonamos
ao tempo próprio da consciência
de se estar mentindo
horas a fio
daqui pra trás e daqui pra frente,
todo plural foi e será singular
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
confidência #4
estou possuído
por um par de olhos hipermétropes
no pouso do marasmo
meus deuses
esfumaçaram suas figuras familiares
irreconheciveis
em igual medida
eu respiro
vagarosamente
o ar umidamente pesado
de uma sugestão amazônica
por um processo análogo,
eu amo
alguma coisa que não existe
e a ela apenas
devoto toda compaixão
pelo sacrifício
dos dias
na vaidade comovida
de um abraço fraternal
acompanhado secretamente
por um deja vu
(de minha parte)
estou possuído
pela inconstância da vontade
e pelo pessimismo
que se exprime
como uma língua comum,
e toca
falsamente
a alma do mundo
por um par de olhos hipermétropes
no pouso do marasmo
meus deuses
esfumaçaram suas figuras familiares
irreconheciveis
em igual medida
eu respiro
vagarosamente
o ar umidamente pesado
de uma sugestão amazônica
por um processo análogo,
eu amo
alguma coisa que não existe
e a ela apenas
devoto toda compaixão
pelo sacrifício
dos dias
na vaidade comovida
de um abraço fraternal
acompanhado secretamente
por um deja vu
(de minha parte)
estou possuído
pela inconstância da vontade
e pelo pessimismo
que se exprime
como uma língua comum,
e toca
falsamente
a alma do mundo
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