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quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Zürichsee

Sorridente Iraquiano
me conta“It’s beautiful,
but it’s nothing”, o jardineiro
do lago “life is like on
clock, sex, work, sex, sleep
tem um lago azul,
como eu bem recordava
e o assum preto no pife
faz grasnar algum
pássaro aparentado

Prefeitura de Gentilly

Grafite macio exige
Traço delicado
Em particular se a lapiseira
também tem sentimento doce e terno
sujeito a recuo sob pressão

Ergamos todos sentimentos em suas variações, produzamos
A fábrica, isto é o tecido das emoções universais .

O ponto me bate como a onda
Somando as partículas insuspeitas
De nossos dramas singulares
Representemos a Vontade
(Qual) rasura me presenteia a
Timidez, sou tímido que olhos lusófonos

Esbarrem nas minhas confissões

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Cinelândia 2017

Adiantando já de cara meu pavooor eu odeio pensar que você pode um dia me deixar, que você pode um dia partir levando seu lanche ainda pela metade levando sua fome só parcialmente saciada e a sua incógnita mirada desconhecida sua anti-íntima fitada, no atravessamento inconveniente de uma presença absurda, um clima estranho junto ao esmolar irrefreável desse homem que se diz conhecedor do direito ou da lei, e se voltou breve como uma hora

sobre sul

Do Sul experimento dia e noite
                                    Lua e Sol
                                    E a orbe celeste
No firmamento móvel
            Avançando e retroagindo
            Sobre epiciclos
É no Sul que se localiza
Minha lembrança mais antiga
Que tem que ver com
            Descoberta
Sou um recipiente de fluido
Processador
Pro cessa dor
Tríplice, mente corpo e
            Alma integrados

Em destinação: Sul

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Fleurance 2017

Como a vaidade em Veneza, pra morrer, talvez
A insatisfação, ou melhor, não-saciedade
É um instrumento de auto-questão
O aprimoramento do estável
Até o equilíbrio, morto

Como a celebração em Fleurance, é uma vida
Que vivo sem igual, por decisão sem tamanho
Isto é, que não cabe a ninguém
Porém a todos entrelaça
Destila minha angústia
Na euforia

Sustentando todas suspensões, substitutos trítonos
De outras cadências irresolutas, a dominância
Diluída como a linha que escapa
Na vertigem do ponto de fuga
Dilata minha vontade
Até a sua

quarta-feira, 17 de maio de 2017

de rep ente #2

Olha tio o rio flui a luz que a lua coa
É um cio natural num fio sem final
Um corte um bote um lote loco de trote

Tio ce tinha q ver

só frô


Aflição profunda, deslocamento, inadequação. A imagem do modelo, a estrutura do paradigma, qualquer seja. A fricção entre a percepção de objeto e a projeção subjetiva, o não reconhecimento, a inabilidade, a inércia de realizar e o vazio dos reais