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quinta-feira, 17 de outubro de 2019

pequenas vitórias


asa de pássaro 
peso de máquina 
minha música prática é
mais do que arte tem 
maneira mirabolante 
tem cartaz e colante
uma rosa de laço de fita 
um implante no peito do mundo vazio profundo 
mergulho no escuro difuso futuro 
mesmo a imagem vendida de causa perdida
com a vida partida entre depois e antes
tem fogo e tem gelo em resposta ao apelo
no som dos aflitos os tácitos ritos
secretos sentidos 
nesses desertos infinitos 
meu básico instinto tem 
mágicas setas mandando diretas em sombras mais pretas 
são coisas modernas nas runas dos celtas 
curas antigas e a voz do profeta falando de cima 
e eu falo de baixo 
me quebro no meio
mas onde em me encaixo 
entre os véus da família e as putas do baixo 
você minha fagulha 
minha fêmea meu macho
minha elástica sina 
é centelha divina 
da plástica a lâmina no rosto da infâmia
meu tempo discreto com foco disperso na dança de espelhos 
são coisas que eu tenho 
receios q eu prezo 
são dispositivos da sobrevivência 
são beijos furtivos em trevas imensas 
vitórias pequenas 
pichados poemas no muro das celas
românticas cenas da minha janela
são radioativas luzes do dia 
exóticas liras tocando a alegria 
sintéticas forças
puxando meu tema fanfarras acesas
nas modas escusas
em trocas que eu ganho
por rotas estranhas
seus olhos castanhos
comendo quimeras 
matando medusas
em tudo que presta
inventa a memória
minha estrela modesta
pequenas vitórias

grande milagre

a dois peitos cruzados pelo feixe solar na convergência dos braços,
meu ânimo indisciplinado vigora o real em todas interações me amparo
nessa abertura intermitente que é como a respiração fluxo de aindas e vidas
listando coisas favoritas proteções e lâminas afiadas espadas de intenções
suplicante do movimento atento a descontração pronta por suavidade
sob o semi-sol fendido entre paredes espelhadas,
lamento sem mágoa o trajeto da surpresa

santidade minha por revelação pessoal
ínfima partícula que articula o todo sentimento compaixão

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

sariman seruman saruman

santi prova a pivaláctea vira
mate a nefebelática azura fibra
Fúrias encebendo a falideia fúlcrica
avidama a mama feribélica estética aceta metra
ambivali a múria awvessante límbica amiga
;úbrica lira dalírica amizante do nubecedo medo

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

anúncio

avisa aos animais que eu trouxe um fermento que
inspira as suas ideias e expira um licor
de sonhos dessa multidão desavisada
que são essência-atividade
primazia e necessidade,
precisão de ser

eu trouxe também um nome que não pode ser dito
é como um segredos dos sons, fica entre eles.
por conta disso parece uma novidade,
lacuna a ser preenchida pra ser qualquer coisa,

espaço negativo, um oportuno
evangelho ativo em suas omissões
poder puro, trono de silêncio em que deus
repousa

Sólido


          conjuga as

capacidades  ou faculdades
nesse dote frágil de vida

em frasco
uma oportunidade tácita
na calada da língua
que pensa:

dizer é manifestar, conjurar
soletrar é alçar a forma
em cadeia a cadência

o substrato
das coisas coesas
o anti-vácuo
em costura interior

a alta integração
autoaderente



terça-feira, 19 de junho de 2018

Capital Aberto




segredo algum, mistério
rasga o mapa das expectativas

na tração indiferente de um medo abstrato
a gravidade inversa da ambição

vontade de poder e a posse entrelaçadas
em lances inúmeros,
colecionam a pujança das crises

são touros dourados de um lado
selvagens domando os mestres

e ursos pardos antecipando no vazio
o salto dos salmões
na contracorrente


segunda-feira, 21 de maio de 2018

cruza cigana

Manouche flui pelo quarto que é sala e salão aceito como sim
assim dizendo sozinho pro mundo inteiro meu eu primeiro que gargalha
da evidência, a flagrante fita do flagrante, ou simplesmente, o flagra.
eu tenho e sou isso que parece ou que aparece ralentando ou acelerando
vou transformar tudo nisso aqui e aí

Tava pensando -

A inabilidade de tirar os olhos de você que impossível fazer isso que
é imediato nessa alternância de atenções e distrações all of me é tudo de mim
um salão, como eu dizia, uma pia de batizar boêmio ou um pio de cantar
a piedade pra nossas pobres almas o senhor seja e a senhora injusta
quanto custa a justiça ou aprecia a carícia simplesmente tão ingenuamente
a prova da cova sabor pesto isto que o cobra cobra quando a serpente morde
 ou sorri oferecendo esse parcelamento dando um salve pra turma dos
velhos tempos e saudações pra juventude e um beijo pras irmãs e pros
irmãos uma coisa que é real não sei porque e nem quero
tendo vencido o medo, a clareza me é generosa de se atravessar
tendo o poder só me resta ser o velho que já sou e sempre fui, afinal
a febre começou faz muito tempo, não é uma coisa tão nova não
quer se provar mas por autoevidente embalada no trend pasmo de sucesso
sou igual a essa aparição incoerente na gomes freire, um fantasma
risonho batendo o ponto na música de cada de dia, esperando que
nunca chegue o final, descendo a quarta avenida que é como seria
em outra realidade nessas outras vidas que merecem atenção comparável
aquela que se presta a presente ou subindo santa tereza
no galope das minhas arritmias sentimentais capazes de resultarem
cardíacas eu desejo você que me espera no alto da ladeira
vendo que alguém vem porém sem jamais jamais suspeitar quem eu
cruzei pra te encontrar aqui