Sou desonesto pra servir, e sou
Desalmado de se amar, sou ingrato
Eu sou pueril e ignoro o fato
Da vida, e de estar aqui, onde estou.
Não sei me articular, não propriamente
Já que estou inerte e não reconheço
Meu sonho, todo esforço desconheço;
Toda memória, eu desconfio, mente.
Mas é potente a conjuntura, grande
E me empurra nessa maré que insiste
Em surpreender minha natureza
Que é enganar; já me engano, enganante
Pra se destruir meu corpo resiste;
Vou me agigantar na minha baixeza.
Todo
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
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